terça-feira, 13 de abril de 2010

Um exemplo do uso do Jornal como recurso didático.

Uma história que iniciou em janeiro de 1998 com uma proposta de curso de Introdução à Informática para a Universidade Aberta à Maturidade. Foi bem aceita pela coordenação e muito procurada pelos alunos e alunas. O curso tem como objetivo propiciar aos alunos na maturidade uma apropriação da linguagem tecnológica e autonomia mínima para exploração do computador, assim como possibilitar sua inclusão no contexto atual da sociedade.

Nas aulas procura-se trabalhar no processo de desmistificação da máquina, para que o indivíduo se descubra capaz. Os alunos vão dominando os recursos do programa e, simultaneamente, são instigados a criar seus próprios textos no Word, tornando o ato de escrever um exercício de pensar sobre a vida e sobre si mesmo. Alguns se descobrem escrevendo poemas e crônicas.

Além do objetivo de promover o domínio sobre o computador, havia, desde a proposição do curso, um outro desejo: criar um jornal que fosse dos alunos. Um desafio conquistado. O jornal foi batizado inicialmente com o nome de Compuctador, cujo nome faz referência à equipe do curso e à PUC que nos abriga. A equipe, antes constituída por mim e algumas alunas envolvidas e empenhadas na construção coletiva de um espaço de voz, foi ampliada e conta atualmente com a colaboração das professoras Renata Bancovsky e Rosely A. Daltério e da jornalista Célia Gennari.

O jornal cresceu, amadureceu e pediu um outro nome para constituir-se atualizado no tempo, desbravar diferentes espaços de conhecimento, com a intenção de gerar reflexão e reflexos no leitor. E isso foi feito a partir de um concurso entre o quadro docente e discente da UAM. O nome escolhido foi o da professora Rosely: “MATURIDADES, no plural, sugerindo a presença de todas as idades na atual etapa, um desenvolvimento constante ...”

Como veículo de comunicação e publicação, tem se constituído num espaço de exercício de cidadania para os alunos, gestando uma imagem mais fiel à realidade desse contexto etário ao romper preconceitos e apontar as diferenças na mesma idade.

Procuramos apresentar a fertilidade do local universitário e o aprendiz na maturidade. Descortinar a intensidade de vida declarada nos olhos cheios de brilho e na perplexidade diante do novo. Apresentar o renascimento provocado pela (re)descoberta do aprender e do conhecer. Pintar o cenário de sentimentos e emoções singulares de cada indivíduo e de cada momento. E, principalmente, anunciar o potencial de produção intelectual do universo das muitas idades vividas. Aprendizagem tecida nas relações entre os diversos universos e as diferentes idades. Sem fronteiras.


Fonte: http://www.pucsp.br/maturidades/index.html

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